segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Argentina - Parte II - La Bombonera

Independente na Bombonera
Em Buenos Aires o mundo futebolístico se dividiu em dois pontos turísticos que eu fui, o Tierre de Heróes, um bar/museu de futebol e o glorioso Estádio e Museu do Boca Juniors, o La Bombonera.

Lá, descobri tudo sobre a história do Boca, sobre Diego Maradona, Riquelme e Palermo. Sobre a "caixa de bombom" que se torna caldeirão em jogos do Boca, ficando muito difícil de superá-lo.

Já no começo, Jéssica (guia do tour), apresentou todos (mais de 50 pessoas), perguntou de onde eram, para que time torciam, tinha gente que torcia para o Alianz Lima, Universidade do Chile, Flamengo, São Paulo, Bahia, Fluminense, Corinthians, San Lorenzo, Lanús, Independiente, Nacional-URU e o mais impressionante foi a vaia que o torcedor baixinho do River tomnou! Nessa hora ainda bati um papo com ela, explicando como funcionava a temporada no Brasil, ela retribuiu explicando que na Argentina tem o Claussura e o Apertura, que formar dois campeões.


 
Ao lado dos craques, Pelé e Maradona
Depois disso entramos na parte VIP do estádio, lá descobri duas curiosidades, a primeira é que a Bombonera é assim chamada pois seu arquiteto projetou ela no formato de uma caixa de bombons, formando esse cubo que ela é, também (assim como muitas torcidas do Brasil) que a torcida organizada do Boca se chama camisa 12, pois joga junto com o time.

Saindo dali fui para a zona da torcida organizada, a chamada popular, onde ficaria a Independente em jogos no Morumbi. Nela descobri duas "estratégias de guerra" do Boca Juniors, a primeira é que o chão da torcida organizada é meio oco, e além disso, o vestiário adversário se posiciona ali em baixo, fazendo com que eles não consigam se concentrar em dias de jogo. A outra é que a torcida adversária fica no lugar mais distante do estádio, no alto e no canto, fazendo-os passar frio (pois o rio fica nas suas costas, trazendo vento) e também fazendo o som do adversário não ter importância no estádio.

De lá fui para a arquibancada normal (como se fosse a Visa, Azul e Amarela do Morumbi), nela Jessica disse que quase todos os ingressos da Bombonera são ou vitalícios ou um pacote para o ano todo, ou seja, cada um tem a sua cadeira, fazendo lotar quase todo jogo. Ela também falou que Maradona tem um camarote só para ele na Bombonera. Por último contou a história das cores do Boca, eu, já sabendo metade, ouvi o resto.

 Soberano na Argentina

A história é que o Boca Juniors começou (o seu primeiro jogo) com uma camisa rosa, obviamente que as tirações de sarro vieram, então no segundo jogo o Boca atuou com preto e branco, porém outro time já usava preto e branco e naquela época não era permitido, então o Boca e esse time fizeram um duelo para decidir quem ficava com a camisa preto e branco, sendo assim o Boca perdeu e teve que mudar a cor novamente. Então, um dos dirigentes do time foi até o porto e disse "as cores do próximo barco que passar vai ser as cores do meu time", sendo assim passou um barco sueco, e o amarelo e o azul são as cores do Boca até hoje, inclusive, na data do centenário, foi usada uma camisa com a cruz da Suécia no uniforme.

Acho que isso é tudo, dentro do museu, vi gols e datas importantes, vi derrotas na finais do Santos e do Grêmio (tirei foto é claro), vi a camisa do caminhão (do antigo goleiro do Boca) que inspirou Rogério Ceni à fazer igual, e também vi gols e bustos dos ídolos Riquelme, Palermo e Maradona. Devo admitir que virei um grande simpatizante do Boca, na Argentina torço para ele.

Camisa que inspirou Rogério

Em breve falo do grande Tierra de Heróes, tenho certeza que vocês vão gostar...

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2 comentários:

  1. Eae cara,
    Conheci seu blog pelo blog do Joca, muito bacana, como são-paulino adorei o conteúdo. Também fiz essa viagem e aprendi bastante, assim como você. Você foi no Monumental? Da primeira vez que fui à Argentina fui só na Bombonera, mas na segunda tive que ir ao Monumental! MUITO MELHOR! Virei fã do River depois disso.

    Passeando pela Florida vi inclusive vendendo essa camisa do Navarro Montoya, só que tava umas 400 pila... complicado! kk

    Se quiser dar uma olhada no meu blog lá também... www.nossofutebolclube.com.br

    Abraço

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  2. Já tinha te visto pelo blog do Joca e inclusive meu amigo o Vitor César (ou Zé) tinha falado que você fez um banner pro blog dele...

    Cara amei a Bombonera, eu ia no Monumental, mas daí era meio afastada da zona da cidade onde eu estava, e só tinha 2 dias em Buenos Aires, deixa para próxima..

    Uma camisa do Navarro Montoya seria sensacional, o Rogério é um grande fão dele, mas 400 pila é complicado mesmo, na Argentina consegui uma camisa do Boca com a 10 do Maradona atrás, da Adidas, da época dele, também consegui, veja só, uma 10 do Pelé, na frente CBD, só por 50 reais!

    E adorei seu blog, principalmente o layout, vou começar a frequentar!

    Abraços,
    Matheus

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